Pesquisa CONJUVE mostra sensação de despreparo dos jovens para o Enem 2021

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O estudo ouviu 68 mil jovens com idade entre 15 e 29 anos

Uma pesquisa realizada pelo Conselho Nacional da Juventude (Conjuve) aponta que 7 em cada 10 jovens (74%) se sentem despreparados para fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2021. No contexto da pesquisa, esse número representa 74% dos opinantes. Esse índice mostra um aumento, em comparação com o ano passado, quando 56% dos jovens apontaram a mesma preocupação.

O estudo ouviu 68 mil jovens com idade entre 15 e 29 anos e mostra a queda na adesão ao exame e o aumento na preocupação com o desempenho da prova. Ainda de acordo com a pesquisa “Juventudes e a Pandemia”, 6 em cada 10 estudantes (57%) pensaram em desistir da prova neste ano, enquanto em 2020, o percentual foi de 49%.

A edição do ano passado foi marcada pelo adiamento do exame, de novembro para janeiro, e pela realização da prova em um momento crítico da pandemia, com aumento no número de casos. Além disso, o exame bateu recorde de abstenção, com 55,3% dos inscritos não comparecendo para realizar a prova em sua versão impressa e 71,3% na versão digital.

Os números do estudo impressionam e mostram que 8 em cada 10 jovens ouvidos não fizeram o Enem em 2020, além de que 45% dos jovens não pretendem fazer Enem 2021 e 29% não sabem se farão Enem 2021.

Um outro dado alarmante mostrado pela pesquisa é o aumento do número de jovens que pensaram em desistir de estudar durante a pandemia. Subiu de 28% em 2020 para 43% em 2021. Os motivos são variados, porém a questão financeira e a dificuldade no ensino remoto são os maiores fatores. 21% dos jovens dizem que pararam de estudar por questões financeiras e 14% por dificuldades no acesso ao ensino remoto.

Para Marcos Barão, presidente do Conjuve, a adesão ao Enem revela como está o engajamento dos estudantes na pandemia, além disso, esses números mostram a “desilusão juvenil”. “O Enem é uma porta de sonho e esperança, uma etapa de transição da escola para a vida de jovem adulto. Se existia esperança de que em 2021 poderíamos retomar o “velho normal” ou conhecer um “novo normal”, o que estamos vivendo é uma situação cansativa, exaustiva, que aprofunda e agrava vulnerabilidades e violações de direitos”, afirma.

O levantamento foi uma parceria da Conselho Nacional da Juventude (Conjuve) com Em Movimento, Fundação Roberto Marinho, Mapa Educação, Porvir, Rede Conhecimento Social, Unesco e Visão Mundial.

Fonte: diariodonordeste.verdesmares.com.br

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